
flávia c. medina
fábio pazzini
Se você precisa de uma prova de que sim, é possível ser atento e criativo sem ser estressado, Fábio é a resposta.
Esse eu contaminei ainda na Unicamp.
Vírus encubado dos piores, esperou ele se formar em Engenharia Mecânica para tomar suas mãos e mente só quando já morava fora do país, ali pertinho de NY.
De volta ao Brasil, tomou tanto gosto pela câmera que hoje, além de amigo e irmão, é também meu braço direito, o esquerdo (quando não as pernas) - e claro, o excelente fotógrafo que assina parte das fotos publicadas na sessão "casamento" deste site.
Seu casamento com Murillo lhe custou a contaminação por uma versão mutante do vírus. Junto a seu companheiro Flávia passou a enxergar cenas em preto-e-branco, quando não em monocromia ou com cores seletivas saturadíssimas.
A terapia para seu diagnóstico de visão múltipla com padrões de cor alterados ela encontrou no uso ininterrupto de softwares para edição e tratamento de imagens, e na imersão em técnica e teoria fotográfica, promovida entre alunos e professores no Senac Comunicação e Artes.
O tratamento produziu resultados surpreendentes, e hoje Flávia é o terceiro olho da empresa. Nos eventos que fotografa está sempre alerta para que nenhuma cena passe sem registro (parte das fotos publicadas na sessão "SPFW" são de sua autoria). Fora deles, é a intérprete que traduz os delírios visuais de Murillo, Fábio e dela mesma em imagens sensíveis e tocantes.
Dá o nome à empresa e pilota o time.
Já pelos 10 anos apresentava os primeiros sintomas, perseguindo os irmãos com uma câmera em busca dos melhores ângulos.
A contaminação letal chegou pelas mãos do seu avô, que ingenuamente lhe presenteou com uma Kodak Instamatic com correia, cartucho de filme e - pasmem! - um flashcube.
A vítima bem que tentou resistir, indo cursar Artes Plásticas na Unicamp.
Mas o vírus não deu trégua, e logo no 2º ano o garoto que vagava pelo campus com sua Pentax mecânica, juntava trocados para voltar ao Centro de São Paulo em busca de mais latas de filme preto-e-branco para o sustento de seu vício.
Com os anos a câmera se fundiu à sua rotina, multiplicando seus olhos pelas lentes e focando sua atenção para o que se passa dentro do peito da gente.
Vício convertido em ofício, Murillo passou a ser reconhecido pelo que virou seu segundo nome: fotógrafo.